Histeroscopia diagnóstica

A histeroscopia diagnóstica é um exame simples, realizado para observar a cavidade uterina e o canal cervical. A grande vantagem é a possibilidade de sua realização em ambulatório sem o uso da anestesia e sem requerer internação. Após o exame a paciente poderá retornar às suas atividades cotidianas normais.

Através da introdução de instrumental e uma óptica via vaginal, permite a visualização direta do interior do útero, identificando alterações como exemplo: pólipos, miomas e malformações do útero.

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A melhor época para realização do exame é na primeira fase do ciclo menstrual, quando o endométrio está mais fino e é possível visualizar pequenas alterações.

Indicações diagnósticas:

  • Infertilidade.
  • Abortamento habitual.
  • Sangramento uterino anormal.
  • Pólipos.
  • Miomas.
  • Aderências.
  • Espessamento do endométrio.
  • Avaliação de carcinoma do endométrio
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Ciclo menstrual

Processo fisiológico que ocorre de forma cíclica em todas as mulheres férteis, com uma duração média dia de 28 dias, podendo variar de 21 à 35 dias. Tem como principal função preparar o organismo para a fecundação.

Se inicia no primeiro dia do sangramento e termina pouco antes da próxima menstruação. Sua regulação é feita através de hormônios.
O FSH e LH promovem a ovulação e estimulam os ovários a produzir estrogênio e progesterona, que por sua vez estimulam o útero e as mamas a se prepararem para uma possível gestação.

O ciclo menstrual é dividido em 3 fases:

  • Folicular ( crescimento e desenvolvimento do óvulo);
  • Ovulatória ( liberação do óvulo);
  • Lútea (após liberação do óvulo).
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Inicialmente temos a fase folicular com duração média de 14 dias, marcada pelo aumento da liberação de FSH, que atua nos ovários ocasionando o desenvolvimento dos folículos. Posteriormente, mas ainda nessa fase, a quantidade de FSH diminui e somente um folículo, chamado folículo dominante, continua a se desenvolver, atingindo seu maior grau de desenvolvimento, sendo assim, responsável pelo estímulo da secreção continua e crescente de estrogênio.

A fase ovularia tem início com o pico de estrogênio ( aproximadamente 32 horas antes da ovulação), que desencadeia a produção de LH pela hipófise, e este por sua vez, estimula a liberação do óvulo, acontecendo assim a ovulação.

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Após isso, tem início a fase lútea, onde ocorre uma redução na concentração de LH e FSH, o folículo roto se fecha após a liberação do óvulo e se transforma em corpo lúteo, este será o responsável pela liberação de progesterona, que irá atuar no endométrio com a finalidade de favorecer a implantação do embrião e posteriormente ajudar na manutenção inicial da gestação.

Caso não ocorra a fecundação do óvulo por um espermatozoide, o corpo lúteo se degenera, não produzindo mais progesterona, ocorrendo assim o sangramento menstrual e o início de um novo ciclo.

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