Investigação da Infertilidade Feminina

Estima-se que 10% à 15% dos casais encontram alguma dificuldade para engravidar. É importante salientar que em 50% dos casos o fator é feminino, sendo assim é sempre mandatório uma investigação do casal.

Vários fatores aumentam o risco da infertilidade nas mulheres, sendo o mais
importante a idade, pois desde o nascimento há um decréscimo na quantidade de óvulos, sendo esse acentuado após os 35 anos.

Investigação-da-Infertilidade-Feminina

Em uma primeira abordagem, se faz necessário uma anamnese detalhada envolvendo os seguintes tópicos:

  • Tempo de infertilidade;
  • História menstrual;
  • Antecedentes cirúrgicos;
  • Hábitos de vida e relação conjugal;
  • História de gestação anteriores e se houve alguma complicação;
  • Métodos de anticoncepção já utilizados;
  • Antecedentes de doença inflamatória pélvica;
  • Uso de medicações atuais;
  • Antecedente familiar de defeitos congênitos ou problemas reprodutivos.

As causas de infertilidade podem ser de origem anatômica, relacionadas ao sistema reprodutor feminino (útero, trompas e ovários), ou hormonais, associada à uma falha no eixo hipotalâmico – hipofisário – gonadal.

Causas da Infertilidade Feminina

Função Ovulatória

Para iniciar a investigação desse fator, a história menstrual é fundamental. Uma regularidade dos ciclos, pressupõe ovulação, já pacientes com amenorreia ou oligomenorréia pressupõe disfunção ovulatória.

Alguns exames também podem ser realizados para avaliação da função ovulatória.

  • Ultrassonografia seriada – através dela é possível avaliar o número de folículos em desenvolvimento e sinais que caracterizam ovulação, como uma mudança no endométrio e formação de corpo lúteo.
  • Curvas de temperatura basal, dosagem sérica de FSH, estradiol, prolactina, hormônios tireoidianos, são outros métodos disponíveis.
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Reserva Ovariana

É avaliada a quantidade de folículos primordiais. O método mais utilizado é avaliação da concentração sérica de FSH na fase folicular inicial (segundo ao terceiro dia da menstruação). A grande desvantagem desse método é que valores normais não necessariamente estão relacionados à uma boa reserva ovariana, diferentemente de valores altos que denotam menor reserva.

Juntamente com o FSH é necessário avaliação de outro hormônio chamado estradiol, esse em níveis altos podem acabar interferindo nos valores de FSH.

Atualmente os melhores exames para avalição de reserva ovarina são a dosagem do hormônio antimulleriano (AMH) e contagem de folículos antrais através de ultrassonografia.

Fator Tubário

Geralmente é investigado em mulheres que possuem história prévia de doença inflamatória pélvica, cirurgia abdominais, gravidez ectópica. O método mais utilizado para investigação é a histerossalpingografia (HSG), onde é principalmente avaliada a permeabilidade das trompas.

Outro exame que também pode ser realizado, é a histerosonografia com o mesmo objetivo.

Fator Uterino

Alterações na cavidade uterina podem resultar na dificuldade de implantação embrionária.

O exame básico e obrigatório na avaliação do útero é a USG pélvica transvaginal, sendo possível diagnosticar patologias uterinas como miomas e malformações congênitas.

  • Histerossalpingografia avalia o tamanho e a forma da cavidade uterina, podendo identificar anomalidades uterinas (ex: útero bicorno / septado) ou anomalias adquiridas (ex: pólipos, miomas, sinéquias, adenomiose).
  • Histeroscopia é o exame de maior acurácia na avaliação da cavidade
    endometrial. Indicada quando tem alguma alteração nos exames anteriores ou maior risco de doença cavitária por uma manipulação prévia (ex: curetagem, endometrite).
  • Ressonância Magnética de pelve: miomas, malformações uterinas, endometriose.

Endometriose

É sempre importante considerar esse diagnóstico em mulheres inférteis, tendo em vista sua alta prevalência.

Além da anamnese a qual é fundamental nessa investigação realizamos também a dosagem de marcadores (CA 125), que quando elevado sugere inflamação pélvica por endometriose.

Quando há uma suspeita de endometriose pelos critérios anteriores é necessário a realização de exames de imagem mais específicos, como a ressonância (RNM) e ultrassom USG especializado com preparo intestinal, ambos com acurácia semelhante.

Hormonais / Clínicos

Para iniciar a investigação desse fator, a história menstrual é fundamental. Uma regularidade dos ciclos, pressupõe ovulação, já pacientes com amenorreia ou oligomenorréia pressupõe disfunção ovulatória.

Alguns exames também podem ser realizados para avaliação da função ovulatória.

  • Ultrassonografia seriada – através dela é possível avaliar o número de folículos em desenvolvimento e sinais que caracterizam ovulação, como uma mudança no endométrio e formação de corpo lúteo.
  • Curvas de temperatura basal, dosagem sérica de FSH, estradiol, prolactina, hormônios tireoidianos, são outros métodos disponíveis.

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