Útero de substituição

Conhecido popularmente por “barriga de aluguel”, o útero de substituição é quando o casal não pode gestar seu bebê e portanto outra mulher irá gestar e após o nascimento o bebê retorna ao casal.

Apesar do termo “barriga de aluguel” ser muito usado, é inadequado uma vez que não pode haver qualquer relação comercial entre o casal e a mulher que irá carregar o feto no Brasil.

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O útero de substituição está indicado em casos de:

  • mulheres com ausência de útero cirurgicamente ou congênita,
  • mal-formações congênitas uterinas,
  • doenças maternas de alto risco de morte pra engravidar como doenças cardíacas, pulmonares e renais,
  • casais homoafetivos do sexo masculino e homens solteiros,
  • casais com perdas de repetição ou passado obstétrico ruim,
  • ou falha de implantação de embriões em tratamentos anteriores.

Pela resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) (1.957/10) essa pessoa deve ter até 50 anos e ser parente de até 4º grau de um dos pais, ou seja, mãe, irmã, avó, tia ou prima. Qualquer outra pessoa deve ser autorizada pelo CFM.

A potencial doadora idealmente deve ter entre 21 e 45 anos, ter pelo menos um filho vivo e não ter tido mais do que 5 partos ou 3 cesáreas. Pacientes acima de 45 anos ou com comorbidades devem ser avaliadas liberando para o tratamento.

O tratamento é feito pela técnica de fertilização in vitro (FIV).

Os óvulos são captados da mães biológica que será estimulada por hormônios, ou doados em caso de casais homoafetivos masculino. Em seguida, são injetados com os espermatozóides do pai biológico para formar o embrião in vitro. Esse embrião é transferido pro útero de substituição previamente preparado para implantar e ser gerado nessa mulher. E ao nascer o bebê irá para os pais biológicos.

Todos os envolvidos devem ser cuidados integralmente com apoio psicológico desde a decisão de tratar, durante o tratamento, gestação e na chegada do bebê.

Esse é um ato de muita generosidade e doação com muito amor envolvido.

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